Inflamação e Envelhecimento

As pessoas do século XXI irão viver mais tempo, graças aos avanços sociais e médicos. Nosso
desafio será fazer com que esses anos adicionados sejam os mais saudáveis e produtivos
possíveis. Apesar de sua tamanha importância e de todos os avanços, o envelhecimento é um
processo ainda pouco compreendido de nossas vidas. Entre as marcas do envelhecimento
estão várias reações envolvendo o seu perfil genético e as alterações que o meio ambiente
gera sobre ele. Grande parte desse envelhecimento é explicado por um desequilíbrio entre as
redes inflamatórias e anti-inflamatórios que existem dentro dos nossos organismos.
Envelhecemos porque inflamamos ou inflamamos porque envelhecemos (as 2 afirmações
parecem estar corretas). Os níveis inflamatórios normalmente aumentam com a idade, mesmo
na ausência de infecção aguda ou outras formas de estresse levando a um processo de
inflamação crônica de baixo grau. Esta inflamação crônica relacionada com a idade está
associada e antecede muitas condições relacionadas com o envelhecimento. Inflamamos e
oxidamos (enferrujamos). Isto é especialmente evidente nas células que regulam a
homeostase (equilíbrio de nossos corpos), tais como o sistemas nervoso, endócrino e
imunológico. Isso explica as perdas observadas durante o envelhecimento, com um
consequente aumento de doenças e morte.
A perda progressiva da integridade de nossos organismos é o grande fator de risco para as
principais doenças, incluindo as doenças cardiovasculares, o câncer, o diabetes e as doenças
neurodegenerativas. Devido a um desequilíbrio entre ingesta de calorias e gasto energético
(comer “porcarias” e ter um estilo de vida sedentário), o contínuo aumento da obesidade e de
distúrbios metabólicos (como diabetes) vão continuar sendo os principais contribuintes para a
mortalidade nos próximos 50 anos. Isso enfatiza a importância do controle de peso e
intervenção precoce em relação aos fatores de risco modificáveis ​​na população. Para isso é
preciso promover o exercício físico e entender alimentos e nutrientes como informação ao
organismo. Nas últimas décadas, evidências de estudos clínicos tem apoiado a importância de
nutrientes específicos na prevenção e reversão de distúrbios metabólicos. Com ênfase na
qualidade global da dieta, vários padrões alimentares, tais como a dieta mediterrânea, dieta
de baixo índice glicêmico, ingestão moderadamente baixa de carboidratos e dietas
vegetarianas podem ser adaptadas às preferências alimentares pessoais e culturais e
necessidades energéticas apropriadas para o controle de peso e prevenção de doenças.
Fitoquímicos de plantas parecem ser cruciais para alcançar a correta relação entre o homem e
natureza. Vários compostos como o resveratrol, catequinas e flavonóides, que são comumente
encontrados em vegetais, frutas, sucos e chás, mas que também podem ser usadas no formato
de nutracêuticos e prescritos em cápsulas, exercem atividades anti-inflamatórias benéficas no
organismo. Estudos diversos ainda apontam para substâncias como ácidos graxos (popular
Ômega 3), vitaminas e minerais como fundamentais no equilíbrio dessa balança. Comida,
nutrientes e nutracêuticos são INFORMAÇÃO. E é desse tipo de informação que nossa genética
precisa para sermos saudáveis, crescermos, nos desenvolvermos e envelhecermos melhor.
Saúde à todos!!!!

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