Depressão sem antidepressivos?

Recentemente li um artigo muito bem escrito em uma revista de psicologia em que a autora
citava algumas mentes geniais, porém absolutamente inquietas, que encontraram na atividade
física, na arte do movimento corporal, uma solução para seus momentos de depressão e
ansiedade. Ela citava a atriz, escritora e roteirista de Girls (sucesso na HBO), Lena Dunham e o
célebre escritor Ernest Hemingway no seu texto. A primeira, portadora de TOC e o segundo
como ele mesmo se autodescrevia um  “maníaco-depressivo temperamental” cujo pêndulo em
seu sistema nervoso oscilava entre a megalomania e a melancolia. Ele, em um de seus textos
descreveu que o cérebro e o corpo precisam de exercício para o bom funcionamento “tanto
quanto um motor preciso de óleo”. Ela andou postando em suas redes sociais a Atividade
física como forma de controle e combate de seus quadros emocionais.
A história dessas mentes cheias de idéias, porém transbordando medos, angústias e outras
sensações terríveis sugerem o que vemos na prática de nossos consultórios e que também a
Ciência vem mostrando em pesquisas recentes: a atividade física é REALMENTE uma das
formas mais eficazes de promover o que chamamos de neuroplasticidade cerebral e é capaz
de ajudar na reversão da toxidade causada pelos altos níveis de estresse em que vivemos
nesses tempos modernos. Ao fazermos atividade física liberamos uma série de
neurotransmissores como endorfina, serotonina, dopamina e também ajudamos na
modulação e equilíbrio de alguns hormônios. O exercício físico ativa intensamente o córtex
frontal,  região cerebral relacionada ao planejamento de comportamentos e pensamentos
complexos, expressão da personalidade, tomadas de decisões e modulação de
comportamento social, controlando a impulsividade.
Além disso, promove melhora no foco, na atenção, na memória, na autoestima, além de
reduzir os níveis de estresse e ansiedade. Você conhece alguma outra maneira de tratar tais
problemas de forma tão prática e sem efeitos colaterais? A resposta frente ao exercício físico
vem sendo descrita com superiorioridade à drogas (como antidepressivos) em alguns estudos
clínicos. Quando associada à alimentação saudável, sono adequado, controle de estresse e
otimização com complementos, suplementos e hormônios que equilibrem a resposta cerebral
o resultado é certo.
Escolher as práticas de estilo de vida como forma de prevenção e tratamento não tem contra-
indicações.

Saúde à todos!

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